Já falamos de vários restaurantes maravilhosos aqui no blog que conhecemos em nossa passagem pelo Peru, mas nenhum deles foi tão surpreendente quanto o Central, restaurante do chef Virgilio Martínez Véliz no distrito de Barranco em Lima.
A fachada do restaurante é bem discreta, mas logo ao passar da entrada você já se impressiona com um belo jardim. O ambiente no salão também é impecável, bem espaçoso, com vista total da cozinha, algumas mesas em pedra e outras com toalhas brancas, e sofás bem confortáveis.
Ele já foi considerado diversas vezes o melhor restaurante da América Latina e hoje figura a 6ª posição dentre os melhores restaurantes do mundo segundo a The World’s 50 Best .
Não é à toa que foi tão difícil fazer uma reserva para ele. Mesmo com 2 meses de antecedência, conseguimos horário apenas no almoço.
O atendimento no restaurante é igualmente incrível. Durante todo o almoço foram super atenciosos. Todos os pratos que recebemos eram entregues pelos garçons, meitres ou diretamente pelos cozinheiros, que explicavam cada detalhe dos pratos e dos seus ingredientes.
No Central não existe menu A La Carte, apenas duas opções de menu degustação, o Ecosistemas Mater, com 12 passos ($ 568,00) e o Alturas Mater, com 16 passos ($ 592,00), que foi o que escolhemos. Todos os pratos do menu são elaborados pensando em um ecossistema diferente do Peru, e por conta disto, sempre tem uma indicação dos ingredientes e de qual altitude pertence aquele ecossistema.
Também existem opções de harmonização com vinhos, mas como a conta já ia dar bem alta, preferimos pedir as bebidas a parte hahaha. Eu escolhi o suco limon, selva y miel ($ 24,00) e a Miryam o de cacao e canela ($ 22,00), ambos bem gostosos, e ainda bebemos a água filtrada da casa, que é cortesia.
O primeiro prato do menu foram as Rocas Rojas, de altitude -10 M. Ele possui uma consistência estranha, mas um sabor incrível, um pouco azedinho, algo bem difícil de descrever.
O segundo passo foi o Costa Desértica, de altitude 110 M, feito com cactos.
Depois recebemos o Tierra de Altura, feito com mashwa negra, pato e mashwa amarela, de altitude 3750 M.
Então recebemos o rio Amazónico, de altitude 110 M, feito com peixe amazônico e ungurahui, uma fruta da Amazônia.
O 5º passo do menu foi a Selva Alta, 890 M, com cupuaçu, sachomate e dale-dale.
O 6º foi o Terreno de Mar, 15 M, feito com lula, huarango, um tipo de legume, e sargazo, uma espécie de alga.
O Aguas del Desierto, 88 M, vem com abacate, ouriço e leite.
O 8º prato foi o Extrema Altura, 4350 M, que brinca com a grande variedade de milhos existentes no Peru, além de uma redução de chicha, o milho roxo.
Já o Mil Moray, 3600 M, mostra um pouco da grande variedade de tubérculos existentes no país, cozidos com uma técnica bem diferente utilizando pedras.
A Laguna Amazónica, 190 M, é feita com piranha, mandioca e cocona, e ainda veio com várias cabeças de piranha para ilustrar o prato hahaha.
O Valle en el Mar, -25 M, é feito com conchas, folhas do mar e abobora.
O 12º passo foi a selva plana, 135 M, feito com lagostino amazónico e uma espuma bem saborosa.
E o último prato salgado foi o Bosque Andino, 2980 M, feito com cordeiro, leite de ovelha e olluco, um tipo de tubérculo. Ele tem um sabor bem intenso, ideal pra quem ama cordeiro.
Começando nas sobremesas, a primeira foi a Foresta Ambar, 240 M, feita com dois crocantes, um de café, um de leite, além de cacto e um creme de coco.
O 15º prato foi a Cordillera Verde, 2800 M, com cacau e folha de coca, outra sobremesa incrível!
E pra fechar o almoço, o Medicinales Mil, 3580 M, que imita cascas de arvora, além de uma água digestiva.
INFORMAÇÕES GERAIS
Faixa de preço por pessoa: $$$$$ (mais de R$ 120)
Tipo de culinária: Peruana
Ideal para: Casal , família
Estacionamento: Não possuí
Formas de Pagamento: Cartões de crédito e dinheiro
Endereço: Av. Pedro de Osma 301, Barranco, Lima – Peru






































